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Submissões Recentes

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    Impactos dos anticorpos anti-eritrocitários em pacientes submetidos à transfusão
    (2026-07-07) Barreto, Juliano Gomes
    A aloimunização eritrocitária constitui uma complicação imunológica crítica da terapia transfusional, associada a reações hemolíticas tardias e desafios na logística de compatibilização. Esta tese investigou os determinantes epidemiológicos e imunogenéticos desse fenômeno por meio de uma investigação multinível e translacional estruturada em três capítulos. Objetivos: Caracterizar a prevalência regional, sintetizar as bases da modulação imune e identificar associações imunogenéticas inéditas entre os sistemas sanguíneos. Metodologia: Realizou-se um estudo transversal retrospectivo abrangendo 116.141 atendimentos transfusionais (Capítulo 1), uma revisão integrativa da literatura sobre a interação ABO-Kidd (Capítulo 2) e um estudo analítico de associação em uma coorte de 540 aloanticorpos (Capítulo 3). Resultados: A prevalência de aloimunização na Região Norte Fluminense foi de 0,4%, com dominância inequívoca dos sistemas Rh (58,3%) e Kell (11,1%), validando a necessidade de protocolos de fenotipagem estendida regionalizados. A revisão teórica identificou uma lacuna crítica na literatura quanto à influência do fenótipo ABO na imunogenicidade não-ABO. O estudo analítico revelou a contribuição central desta tese: uma associação estatisticamente robusta e seletiva entre o status Rh-positivo e a produção do aloanticorpo anti-Jka (p=0,0018), com 100% dos casos ocorrendo exclusivamente em indivíduos Rh-positivo. Conclusão: Os resultados demonstram que o fenótipo Rh-positivo atua como um biomarcador de suscetibilidade para a aloimunização contra o sistema Kidd. Esta tese propõe um novo paradigma para a medicina transfusional de precisão, recomendando a triagem estratificada e a fenotipagem profilática para o sistema Kidd em receptores Rh-positivos politransfundidos, visando mitigar o risco de reações hemolíticas por anticorpos evanescentes e otimizar a segurança transfusional.
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    TOC - Entre a clínica e a sociologia: uma análise sobre as representações sociais e a prática terapêutica a partir do Método RQD
    (2026-02-06) Dório, Kelliny Valle Pontes
    Muitos portadores do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) apresentam dificuldade em aderir à Exposição e Prevenção de Respostas (EPR), ainda que seja o tratamento empíricamente validado para esse transtorno. Essa resistência não pode ser explicada apenas por fatores individuais, mas deve ser compreendida também a partir das representações sociais que estruturam a experiência dos sujeitos com o TOC: o medo, a necessidade de certeza e a moralização dos pensamentos. Tais representações operam como dispositivos simbólicos que dificultam a entrega à exposição, reforçando práticas de evitação e controle. Nesse contexto, foi desenvolvido o Método RQD, composto por sete passos, que busca não apenas facilitar a execução da EPR, mas também ressignificar simbolicamente os pensamentos obsessivos e os sentidos atribuídos às compulsões. A partir de uma perspectiva sociogenética, fundamentada em Elias, Bourdieu, Castel e La Boétie, o estudo analisa o TOC de pensamentos como sofrimento psíquico socialmente produzido, discutindo como o Método RQD contribui tanto para o engajamento clínico quanto para a ressignificação das representações sociais que sustentam a resistência ao tratamento.Assim, a pesquisa propõe- se a contribuir para uma leitura sociológica do TOC, articulando saúde mental, representações sociais e práticas terapêuticas no contexto contemporâneo.
  • Item type:Item,
    UVV na comunidade: práticas extensionistas
    (Universidade Vila Velha, 2025)
    Em um contexto cada vez mais desafiador e dinâmico, a Universidade Vila Velha reafirma seu papel como espaço de investigação, reflexão crítica, aplicação e transformação social por meio da integração entre ensino, pesquisa extensão e sua conexão com a sociedade e o mercado. É nesse cenário que se insere a presente obra, que reúne resumos dos projetos desenvolvidos por professores de distintas áreas do conhecimento - Ciências Exatas e Engenharias, as Ciências da Saúde e Agrárias e as Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, em suas disciplinas. A obra valoriza a pluralidade do saber e evidencia a capacidade da comunidade acadêmica de dialogar e responder, de forma multidisciplinar e interdisciplinar, às demandas e desafios contemporâneos por meio da ciência, da inovação e da atuação socialmente comprometida.
  • Item type:Item,
    Análise química e avaliação das atividades antioxidante e anti-inflamatória de Pattalus mollis
    (2026-04-30) Rodrigues, Samara Peixoto
    Organismos marinhos representam fontes promissoras de compostos bioativos com potencial aplicação terapêutica, especialmente no controle do estresse oxidativo e de processos inflamatórios. Nesse contexto, os pepinos-do-mar destacam-se por sua composição química diversificada, rica em fenólicos, flavonoides, saponinas e alcaloides, associados a propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e cicatrizantes. No entanto, ainda são escassos os estudos que investigam como diferentes métodos de extração influenciam a composição química e as atividades biológicas do pepinodo-mar Pattalus mollis. Diante disso, este estudo teve como objetivo caracterizar a composição fitoquímica e avaliar, in vitro, as atividades antioxidante, anti-inflamatória e cicatrizante de extratos do pepino-do-mar P. mollis, obtidos por diferentes técnicas de extração. Amostras do corpo do pepino-do-mar, previamente secas e pulverizadas, foram submetidas à extração por fluido supercrítico em duas condições: A1 (50 bar; 5,5 kg/h de CO2) e A2 (300 bar; 4 kg/h de CO2), além da extração etanólica por Soxhlet (A3). Os extratos foram analisados quanto ao teor de compostos fenólicos e flavonoides totais, além de serem submetidos à desreplicação por LC-MS/MS. A atividade antioxidante foi avaliada por meio dos ensaios de DPPH e FRAP. A atividade anti-inflamatória foi investigada em cultura de macrófagos RAW 264.7 estimulados com lipopolissacarídeo (LPS), por meio da inibição da produção de óxido nítrico (NO), ânion superóxido (O2 •-), fator de necrose tumoral (TNF-α) e interleucina-6 (IL-6). Os efeitos sobre a proliferação e migração celular foram avaliados em fibroblastos por meio dos ensaios de incorporação de BrdU e scratch assay, espectivamente. Os resultados demonstraram que a extração por fluido supercrítico, especialmente na condição A2, apresentou maior teor de compostos fenólicos e melhor desempenho antioxidante nos ensaios de DPPH e FRAP. A análise por LC-MS/MS permitiu a identificação de 57 metabólitos distribuídos em diferentes classes químicas, evidenciando maior diversidade metabólica nos extratos obtidos por fluido supercrítico, enquanto a extração por Soxhlet resultou em compostos com maior complexidade estrutural. Nos ensaios biológicos, de modo geral, os extratos obtidos por extração supercrítica apresentaram maior capacidade de inibir a produção de NO, O2 •-, TNF-α e IL-6, indicando maior potencial anti-inflamatório. Além disso, esses extratos promoveram efeitos superiores na proliferação e migração de fibroblastos, sugerindo atividade cicatrizante relevante. Em conjunto, esses achados evidenciam, pela primeira vez, o potencial farmacoterapêutico de P. mollis como fonte de compostos bioativos de interesse farmacológico, contribuindo para o avanço da exploração de produtos naturais marinhos no desenvolvimento de estratégias voltadas à saúde humana.
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    Vegetação urbana e bem-estar feminino: um estudo em realidade virtual
    (2026-03-26) Pinheiro, Ana Claudia Ribeiro
    O crescimento das cidades e a redução do contato cotidiano com a natureza têm sido associados ao aumento do estresse e à diminuição do bem-estar. Nesse contexto, a vegetação urbana tem sido investigada como elemento potencialmente restaurador. Esta pesquisa analisou respostas fisiológicas, neurais e psicológicas de mulheres expostas a diferentes níveis de vegetação urbana por meio de realidade virtual imersiva. Participaram 63 mulheres em atendimento fisioterapêutico em uma clínicaescola, expostas a três cenas com diferentes proporções de vegetação: baixa (12%), intermediária (42%) e alta (75%). Durante a exposição foram coletados dados de frequência cardíaca, atividade eletrodérmica, pressão arterial, respostas psicológicas (STAI e PANAS) e atividade neural por eletroencefalografia (EEG). As variáveis cardiovasculares apresentaram variações discretas, sem diferenças significativas entre as cenas, com redução da frequência cardíaca durante a visualização (81,3–76,3 bpm) e pequenas reduções da pressão sistólica (127–121 mmHg). A atividade eletrodérmica aumentou na cena com menor vegetação (0,181–0,387 µS) e reduziu nas cenas com vegetação intermediária (0,147–0,105 µS) e elevada (0,178–0,077µS). No nível neural, observou-se diferença significativa na potência relativa da banda alfa (normalmente relacionada a relaxamento), com maior atividade na cena intermediária e menor na cena com maior vegetação. No âmbito psicológico, houve redução da ansiedade (11,27–10,35) e dos afetos negativos (15,93–13,70), enquanto os afetos positivos aumentaram nas cenas com vegetação intermediária (31,4–33,0) e elevada (33,3–35,8) e reduziram levemente na cena com menor vegetação (31,0–29,6). Os resultados indicam que diferentes níveis de vegetação podem influenciam de forma distinta respostas fisiológicas, neurais e emocionais, reforçando a relevância da vegetação urbana e o potencial da realidade virtual para investigar a relação entre ambiente construído e bem-estar.