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Item type:Item, A impressão 3D: de instrumento no crime à tecnologia da segurança pública(2026-02-06) Gomes Junior, Carlos JoséA tecnologia de impressão 3D tem se consolidado como uma inovação de impacto significativo em diversos setores, ao mesmo tempo em que impõe novos desafios à Segurança Pública, especialmente diante de seu potencial de apropriação por práticas criminosas. Nesse contexto, esta dissertação tem como objetivo Investigar os riscos e benefícios da impressão 3D no contexto da Segurança Pública, com foco em seu potencial de uso em atividades criminosas e no incremento de estratégias para otimizar investigações e material didático- pedagógico como instrumento de apoio à Segurança Pública do Estado do Espírito Santo, destinado a mediar processos formativos e operacionais, a partir da investigação dos riscos e benefícios associados à impressão 3D, tanto em seu uso ilícito quanto em suas aplicações legítimas no campo da investigação criminal e das Ciências Forenses. Metodologicamente, o estudo caracteriza-se como exploratório, de abordagem mista, com predominância qualitativa, fundamentado em uma Revisão Sistemática de Literatura, complementada por análise bibliométrica, estatística descritiva e análise de conteúdo. Os resultados indicam que a impressão 3D contribui para a reconfiguração do modus operandi da criminalidade, ao permitir a produção descentralizada de artefatos ilícitos, ao mesmo tempo em que apresenta elevado potencial estratégico para a Segurança Pública, especialmente no apoio às investigações forenses. A análise evidencia, ainda, lacunas científicas e institucionais, marcadas pela fragmentação do conhecimento e pela escassez de materiais sistematizados voltados à formação profissional. Como produto técnico, foi elaborado um material didático estruturado, destinado à informação e/ou formação continuada de profissionais da Segurança Pública, visando subsidiar ações de prevenção, enfrentamento e qualificação institucional frente aos desafios das tecnologias emergentes.Item type:Item, Notas sobre a vida de Amelinha Teles: a luta pela democracia e os direitos das mulheres(2026-03-18) Santos, Aline Sara Mendes dosA presente pesquisa dedica-se à restauração da memória histórica de Maria Amélia de Almeida Teles. Conhecida popularmente como Amelinha, forma como será referida neste trabalho, a jornalista, escritora e ativista construiu uma trajetória marcada pela coragem e resistência. Nascida em 1944, em Contagem (MG), iniciou sua militância política em 1960 no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Sua biografia atravessa momentos cruciais da história recente, onde foi presa e torturada pelo regime militar, enfrentou o sequestro de seus filhos e o assassinato do marido. Após a libertação, converteu o luto em luta, dedicando-se à denúncia dos crimes da ditadura. Atualmente, integra a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, dirige a União de Mulheres de São Paulo e coordena o Projeto Promotoras Legais Populares, além de contribuir literariamente para a historiografia feminista. Metodologicamente, o estudo adota uma abordagem qualitativa indutiva, estruturada no método biográfico em três eixos: (1) revisão historiográfica e documental; (2) entrevistas em profundidade com a biografada; e (3) análise interseccional de gênero. Essa tríade nos permitirá compreender a factualidade de sua vida e os significados políticos de sua militância, além do entrelaçamento entre memória, gênero e resistência em contextos autoritários. O objetivo central é analisar a trajetória de Amelinha e suas contribuições às lutas feminista e democrática. Especificamente, busca-se discutir o apagamento feminino na história, refletir sobre a perseguição política durante a ditadura e investigar as influências de seu contexto familiar e social no ativismo. Parte-se da premissa de que a história de Amelinha transcende a narrativa individual; ela exemplifica como mulheres transmutaram trauma em denúncia. Ao dialogar com a literatura existente, este trabalho visa reparar, ainda que parcialmente, uma historiografia predominantemente patriarcal, evidenciando a centralidade feminina na construção da democracia brasileira.Item type:Item, Educação e segurança pública: uma análise da relação entre violência territorial e distorção idade-série(2026-02-11) Santos, Gilcimar Barcelos dosA qualidade socialmente referenciada da educação e a permanência dos estudantes nas escolas podem ser atravessadas pelas territorialidades violentas. O indicador do nível socioeconômico das escolas identificado na prova do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) vinculado ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP, 2019) revela a desigualdade educacional nos territórios onde a segregação espacial e o tráfico de drogas comprometem a vida e os sonhos dos/as adolescentes e jovens. O presente estudo tem como objetivo analisar como a qualidade socialmente referenciada da educação e a permanência dos/as estudantes nas escolas podem ser atravessadas pelas territorialidades violentas mediante as seguintes questões norteadoras: Quais relações são apontadas entre a violência e abandono escolar em territórios vulneráveis de Vila Velha? Tal relação pode ser empregada como critério espacial de seleção para programas preventivos em segurança pública nas escolas? Quais foram os apontamentos do indicador do nível socioeconômico (INSE) dos escolares em 2019? De que maneira a correlação entre territorialidade violenta e distorção idade-série promove atravessamentos nas trajetórias e nos discursos dos/as estudantes de uma escola municipal de ensino fundamental de Vila Velha? Como aparato teórico metodológico, utiliza um estudo de campo baseado no método dedutivo, numa perspectiva qualiquantitativa (Gil, 2017), com uma trilha investigativa amparada pela pesquisa bibliográfica e observação participante, bem como análise de dados estatísticos de fontes como Inep (2019) e IBGE (2010, 2022), buscando uma problematização qualitativa com base na cartografia social (Acselrad, 2008, 2010, 2015) e no grupo focal (Gatti, 2005). A partir da problematização dos discursos (Foucault, 1970) dos estudantes da escola da pesquisa e da contextualização desses interdiscursos em mapas produzidos com geoprocessamento, correlaciona as territorialidades violentas e seus imbricamentos com as trajetórias discentes. Como apontamento principal da pesquisa, observou-se que a territorialidade violenta cria zonas inseguras no entorno da escola que aparece como único ponto de segurança no bairro Boa Vista II, em Vila velha, identificado pelos/as estudantes.Item type:Item, Desenvolvimento e avaliação de bebidas fermentadas à base de amêndoa e soja com kefir: potencial anti-hipertensivo e antioxidante em modelos experimentais(2025-04-30) Silva, Cristiane Lyrio daA hipertensão arterial constitui um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, estando relacionada à disfunção endotelial, estresse oxidativo e inflamação crônica. O uso de alimentos funcionais fermentados com culturas probióticas, como os grãos de kefir, tem sido proposto como estratégia complementar no controle dessa condição. Neste estudo, foram desenvolvidas bebidas vegetais fermentadas à base de amêndoa e soja com grãos de kefir, com o objetivo de avaliar seus efeitos antioxidantes e, principalmente, seus impactos hemodinâmicos em modelo experimental de hipertensão. A formulação da bebida de amêndoa foi otimizada por delineamento Box-Behnken, sendo selecionada a condição com 16% de amêndoa, 6% de kefir e fermentação a 25 °C, com elevado potencial antioxidante in vitro (IR50 = 5,04). A bebida de soja foi preparada com 20% de soja, 6% de kefir e fermentada a 25 °C. Ambas foram submetidas à análises fitoquímicas e avaliação de segurança em Caenorhabditis elegans. Para os estudos in vivo, ratos espontaneamente hipertensos (SHR) e normotensos (WKY) foram tratados com as bebidas fermentadas ou não fermentadas por 60 dias. Ao final do período, foram avaliados parâmetros hemodinâmicos por cateterismo cardíaco invasivo. A bebida de amêndoa fermentada reduziu significativamente a pressão arterial média (129,9 ± 2,38 mmHg) em comparação aos grupos SHR controle (146,3 ± 3,52 mmHg) e SHR tratado com bebida não fermentada (142,2 ± 2,93 mmHg). Além disso, promoveu melhora da contratilidade cardíaca (+dP/dtₘₐₓ = 2973 ± 211,5 mmHg/s), do relaxamento miocárdico (−dP/dtₘᵢₙ = −2358 ± 107,0 mmHg/s) e da constante de tempo Tau (0,034 s). Observou-se também normalização da pressão diastólica final ventricular (−8,63 ± 0,15 mmHg) e redução da pressão sistólica ventricular (136,8 ± 2,13 mmHg). A bebida de soja fermentada promoveu melhora hemodinâmica semelhante, com redução da PAM e da hipertrofia ventricular, além de atenuação de mecanismos inflamatórios e aumento da expressão de enzimas antioxidantes. Conclui-se que as bebidas vegetais fermentadas com kefir demonstraram efeitos cardioprotetores expressivos, com destaque para a modulação da função hemodinâmica em modelo experimental de hipertensão. Esses achados sugerem o potencial dessas formulações como estratégias funcionais promissoras e seguras para o controle não farmacológico da hipertensão arterial; no entanto, são necessários estudos clínicos em humanos para confirmar sua eficáciaItem type:Item, Apoio às familias de crianças com Síndrome de Down: o papel do enfermeiro(2025-12-04) Oliveira, Cristian Kely Fernanda de; Coelho, Rosenilda de Araújo SilvaA Síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, é uma condição genética caracterizada pela presença de um cromossomo extra, resultando em alterações físicas e cognitivas que demandam acompanhamento contínuo. Este estudo teve como objetivo identificar as intervenções de enfermagem no apoio às famílias de crianças com Síndrome de Down, compreender as interações do profissional de enfermagem com as famílias de crianças com a condição; identificar práticas que contribuam para o apoio psicológico e a adaptação dessas famílias; e descrever os desafios enfrentados pelas famílias. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases SciELO, LILACS, PubMed e BDENF, com publicações entre 2020 e 2024. Os resultados indicam que a comunicação do diagnóstico é um momento delicado, que requer preparo técnico e emocional. A forma como o diagnóstico é transmitido influencia diretamente a aceitação e adaptação familiar. A adoção de práticas como escuta ativa, empatia, acolhimento e orientação fortalece o vínculo entre equipe e família, facilitando o enfrentamento das dificuldades. O enfermeiro atua como mediador entre o cuidado clínico e o suporte emocional, promovendo a humanização da assistência e estimulando a autonomia familiar. Conclui-se que o papel da enfermagem é essencial para garantir um cuidado integral e humanizado às famílias de crianças com Síndrome de Down, contribuindo, assim, para o bem-estar e qualidade de vida das famílias.





