Avaliação da eficácia ovicida in vitro de desinfetantes comerciais associados ou não ao fungo nematófago duddingtonia flagrans (AC001) sobre ovos de toxocara canis

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Nematoides são geohelmintos de cães e gatos que podem trazer prejuízos à saúde única. Dentre esses geohelmintos potencialmente zoonóticos citamos o Toxocara canis, causando toxocaríase em cães e gatos e larva migrans visceral em humanos. Em geral, os ovos deste nematoide são liberados nas fezes dos animais contaminados no ambiente. Estes ovos são muito resistentes às intempéries climáticas e até mesmo a alguns desinfetantes comuns. Nesse sentido, o controle ambiental de T. canis torna-se um grande desafio à saúde única. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a eficácia ovicida in vitro de dois desinfetantes de uso comercial, associados ou não, ao fungo nematófago Duddingtonia flagrans (AC001) sobre ovos de T. canis. No ensaio experimental foram criados 7 grupos, com 6 repetições cada: G1 (ovos + AC001); G2 (ovos + hipoclorito de sódio 2-2,5%); G3 (ovos + cloreto de benzalcônio 15%); G4 (ovos + AC001 + hipoclorito de sódio 2-2,5%); G5 (ovos + AC001 + cloreto de benzalcônio 15%); G6 (ovos + hipoclorito de sódio 2-2,5% + cloreto de benzalcônio 15%); e G7 (ovos + água: controle). As leituras ocorreram nos dias 1, 7, 14 e 21 após o início do estudo. As médias de cada grupo foram obtidas e transformadas em percentuais. Ao final do experimento, os percentuais de redução ovicida de cada grupo foram: G1 (29.8%); G2 (73%); G3 (44.1%); G4 (59.7%); G5 (39.4%) e G6 (75.7%) (p<0,005). Todos os grupos estudados demonstraram eficácia ovicida sobre os ovos de T. canis. Esses resultados permitem concluir que tanto o hipoclorito de sódio 2-2,5% quanto o cloreto de benzalcônio 15%, desinfetantes de uso doméstico já consagrados, são efetivos in vitro na destruição de ovos T. canis. Outro ponto interessante nos resultados obtidos foi a atuação “ovicida” de D. flagrans, com eficácia de 29,8% de redução em relação ao grupo controle. Mais estudos são necessários para avaliar possíveis efeitos potencializadores e/ou antagônicos desses desinfetantes, associados entre si ou às ferramentas promissoras de controle biológico, como os fungos nematófagos. Estudos voltados para o uso desses produtos no ambiente, inclusive em solo terroso, também devem ser realizados a fim de buscar alternativas viáveis para aprimorar o controle ambiental desses parasitas.

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