Rupturas socioambientais de um desastre: da mineradora Samarco à comunidade ribeirinha de Maria Ortiz ( Colatina - ES)

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Esta pesquisa busca desvelar e compreender as rupturas socioambientais provocadas a partir do rompimento da barragem de rejeitos de Fundão (MG), pertencente à Mineradora Samarco S.A. na dimensão local da comunidade ribeirinha de Maria Ortiz, município de Colatina-ES (Brasil). Para tanto, dirige a atenção para o desastre em si, contextualizando-o a partir da atuação da empresa SAMARCO no cenário de expansão das atividades extrativas primárias na área de mineração no Brasil e no mundo, vivenciado a partir do início deste século, bem como discute a Modernidade enquanto geradora de riscos, e, consequentemente, de desastres. Também busca compreender o desastre da SAMARCO como resultado de uma racionalidade econômica capitalista que tem por característica marcante a apropriação desenfreada dos recursos naturais a despeito da finitude destes. Realiza ainda uma abordagem crítica do paradigma do “desenvolvimento sustentável”, sua apropriação e utilização dentro de uma lógica econômica capitalista que o transformaram em simplesmente discurso retórico, incapaz de promover o ideal da sustentabilidade do desenvolvimento. Por fim, traz a voz dos pescadores de Maria Ortiz por meio de seus relatos de vida e demonstra as rupturas socioambientais que essa comunidade sofreu e ainda sofre em razão do desastre, dando destaque para os impasses e intencionalidades da forma de atuação da SAMARCO/Fundação RENOVA que contribui para que o desastre seja vivenciado continuamente pelos pescadores.

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