Risco a saúde humana ao consumo de pescado marinho contaminado com mercúrio no Atlântico Sul

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O mercúrio (Hg) é um elemento natural que tem a capacidade de ser transportado para longas distâncias e depositado ou sedimentado em vários ambientes, seja de maneira direta ou indireta. A exposição de animais e humanos ao Hg e MeHg pode prejudicar em diferentes níveis de organização biológica, aumentando as concentrações desses elementos ao longo da cadeia trófica. O consumo de pescado tem crescido exponencialmente em todo mundo, pois o pescado é considerável um alimento saudável, sendo considerado uma das melhores fontes de proteína para a dieta humana. Portanto, a contaminação de organismos aquáticos por mercúrio é preocupante, tanto ecologicamente quanto no contexto de saúde pública. O objetivo do trabalho foi avaliar a contaminação do mercúrio em espécies de peixes marinhos consumidos no Atlântico Sul e associar com risco a saúde humana pelo consumo desse pescado. Por fim, determinar um método não invasivo para monitoramento das concentrações de mercúrio. Os espécimes de Thunnus atlanticus foram aquiridos junto a pescadores no momento desembarque, em Piúma, Salvador e Natal. Após a coleta dos indivíduos foram transportados para o laboratório. As amostras de tecido muscular e nadadeiras foram coletadas, para quantificação de mercúrio total pelo analisador DMA-80. Nossos dados mostraram que as concentrações de mercúrio estavam dentro do limite do previsto pela ANVISA sendo os valores considerados seguros para consumo pela legislação brasileira, porém excedem quando comparadas com legislações internacionais. Pela análise de Pearson é possível avaliar uma forte correlação entre a concentração de mercúrio na nadadeira e mercúrio no músculo.

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