Incidência de Klebsiella pneumoniae carbapenamase (KPC), resistente a carbapenêmicos e a polimixina B, no Hospital Estudal Sílvio Avidos (HSA)
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Krause, Karolina Braun
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Resumo
A Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase (KPC) é considerada uma superbactéria que se tornou altamente resistente a antibióticos da classe dos carbapenêmicos e a polimixina B. Essa resistência dificulta o tratamento de infecções hospitalares graves, pois há poucos antibióticos eficazes contra a KPC. O objetivo do presente estudo foi analisar o perfil clínico e fatores associados ao aumento de infecções por Klebsiella pneumoniae carbapenemase resistente à polimixina. Foi realizado um estudo retrospectivo que incluiu 144 pacientes, internados no Hospital Estadual Silvio Avidos, que desenvolveram infecções causadas pela KPC. Os dados foram coletados entre o período de 1 de janeiro de 2022 a 31 de maio de 2024. 64.58% dos pacientes analisados apresentaram infecção pela KPC sensível à polimixina B, com predominância de pacientes do sexo masculino (70.96%). E 35,41% apresentaram infecção pela KPC resistente à polimixina B, com leve predomínio de mulheres (52.94%). As amostras contaminadas que apresentaram maior positividade para a KPC foram as de urina (42,7%), de sangue (20.9%) e aspirado traqueal (16.3%). A análise de regressão logística revelou que pacientes tabagistas tem 3.794 chances de adquirir infecção pela KPC resistência à polimixina B (p = 0.032; OR: 3.794; IC95%) em comparação com outras comorbidades e o sexo feminino tem 3.490 (p=0.002; OR: 3.490; IC95%) mais chances em comparação com homens de a infecção pela KPC ser resistente à polimixina B. A análise também revelou uma associação significativa entre a resistência à polimixina B e a melhora do paciente (p = 0.049; OR = 0,360; IC95%), indicando que a resistência pode estar associada a uma redução na probabilidade de melhora do paciente e que a idade também tem um impacto negativo no prognostico do paciente (p= 0.002; OR: 0.958; IC95%).
