Eu conto, tu contas, ele conta: usos e sentidos das narrativas na luta antimanicomial

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Este trabalho propõe uma investigação acerca dos usos e sentidos produzidos pelas narrativas mobilizadas nos espaços de fala e escuta da luta antimanicomial. Através de técnicas de observação participante e entrevistas semiestruturadas, propomos compreender como as narrativas afetam questões como reforço e sentido da agência, reorganização das percepções e afetos que envolvem o sujeito e o seu espaço social, cidadania e conscientização coletiva. Para tal, partimos dos estudos sobre as emoções e narrativas na sociologia dos movimentos sociais. Em um segundo momento, mobilizamos alguns pensadores que têm em comum o debate acerca dos usos das narrativas para a criação de realidades, seja através dos dispositivos discursivos que orientam as relações normatizadas e violentas da sociedade colonial capitalista, seja através da potência que existe na emergência de falas que transgridam essa norma. Esse percurso mostrou-se importante para a compreender esse fazer antimanicomial atrelado aos espaços de fala e escuta e a potência das narrativas que neles emergem para o processo de autonomia e cuidado si dos sujeitos.

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