Bioacumulação de metais pesados em Amphimedon viridis (Duchassaing & Michelotti, 1864) com ocorrência em habitats costeiros bentônicos da região da Grande Vitória, ES
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Resumo
Poluentes orgânicos, metais pesados, halogênios, entre outros componentes, têm sido encontrados em ambientes que interagem com populações humanas. Dentre estes ambientes, podemos destacar as zonas costeiras. Os metais pesados e poluentes orgânicos podem bioacumular na cadeia alimentar e, portanto, podem ser bioamagnificados. Estudos de biomonitoramento na Grande Vitória são escassos, apesar de importantes para avaliar a saúde ambiental dos ecossistemas. Amphimedon viridis é uma esponja com potencial para ser mais eficaz como bioindicador de poluição do que os moluscos bivalves. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficiência de A. viridis como bioindicador de metais pesados em comparação com Perna perna (moluscos bivalves). A área de estudo incluiu Ilha Pituã, em Vila Velha, Ilha do Boi e Praia de Jardim Camburi, em Vitória - ES. A coleta das amostras foi composta por água do mar, mexilhão (Perna perna) e esponja (A. viridis), no verão (março/2010) e inverno (setembro/2010), sendo coletadas em quadruplicata. As amostras foram analisadas para 11 elementos: alumínio (Al), arsênio (As), bário (Ba), cromo (Cr), cobre (Cu), ferro (Fe), chumbo (Pb), manganês (Mn), potássio ( K), titânio (Ti) e zinco (Zn). Alíquotas foram digeridas com ácido nítrico e ácido clorídrico ultrapuro (HNO3: HCl, 8:3), a 80 ° C, até que a solução ficasse translúcida. A análise foi realizada em espectrômetro de emissão atômica com plasma indutivamente acoplado (ICP OES). A concentração dos elementos encontrados nas esponjas foi significativamente maior que os mexilhões e água do mar. Na água do mar as concentrações de metais foram inferiores aos valores obtidos para P. perna e A. viridis. No entanto, as concentrações de Cr, Fe e Zn na água foram superiores aos valores recomendados para água do mar, de acordo com a CONAMA. A análise de componentes principais (PCA) foi realizada com PC1 e PC2 apresentando 79,26% da variância total. Essa análise revelou que A. viridis tem maior bioacumulação dos elementos do que P. perna. Os dados encontrados neste estudo mostraram a eficiência do A. viridis como bioindicador dos metais analisados (Al, Ba, Cr, Fe e Mn).
