Citotoxicidade e atividade antimicrobiana do extrato aquoso de Phoenix roebelinii O’Brien

Carregando...
Imagem de Miniatura

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Resumo

Notável desafio ao tratamento de doenças orais é a resistência de microrganismos aos antibióticos. A produção de fitomedicamentos torna-se necessária e atrativa, tendo em vista a produção de novos princípios ativos. A palmeira Phoenix, planta da família Arecaceae, é amplamente utilizada na medicina popular. Estudos para avaliar a atividade antimicrobiana oral e a ação citotóxica desse agente natural tornam-se importantes e promissores ao oferecer novas possibilidades terapêuticas. Realizou-se a identificação do extrato aquoso por cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massa. As concentrações utilizadas foram diluídas em placa de 96 poços (400μL/mL) em frações de 2,0; 1,0; 0,5 e 0,25 mg/mL. O extrato foi testado sobre os micro-organismos Bacillus sp., Enterococcus faecalis e Streptococcus mutans e sua citotoxicidade avaliada nas células MDPC-23 (odontoblástica), HEP-1C1C7 (tumorais de hepatoma murino) e MCF-7 (carcinoma de mama). Para isso utilizou-se o método colorimétrico do metiltetrazolium. Os valores finais obtidos foram submetidos à análise estatística empregando-se o test-t e Tukey. Os componentes encontrados no extrato da Phoenix roebelinii O’Brien foram o ácido gálico, o ácido clorogênico e quercetina. Houve inibição do crescimento sobre todos os micro-organismos testados. As concentrações dos extratos aquosos a partir do folíolo e do caule inibiram as células de forma concentração dependente, apresentando ambos a IC50= 278,5± 16,71 μg/mL. O extrato de folíolo de Palmeira phoenix, na concentração de 1000 μg/mL, não foi considerado citotóxico frente à células odontoblastoides MDPC-23 (14,3±6,7% de inibição do crescimento) bem como para as célula carcinoma de mama MCF-7 (16,71 μg/mL). Nesta mesma concentração o extrato apresentou baixa citotoxicidade sobre as células hepatoma murino HEP-1C1C7 (21,7±12,5% de inibição do crescimento). Esses resultados indicam a possibilidade de que o extrato aquoso de palmeira Phoenix e seus constituintes podem encontrar aplicação como agente antibacteriano e de um possível efeito quimiopreventivo.

Descrição

Citação

Avaliação

Revisão

Suplementado Por

Referenciado Por