Políticas de esporte em alto rendimento: reflexos na qualidade de vida de ex-atletas

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Esta dissertação de mestrado analisa as políticas brasileiras para esportes de alto rendimento, especificamente aquelas voltadas para atletas aposentados da modalidade basquetebol. Procura identificar a existência de políticas, governamentais ou não governamentais, para esse segmento; analisar a consonância, dessas políticas, com pressupostos internacionais; e, ainda, se há efeitos das políticas na qualidade de vida de ex-atletas profissionais. A perspectiva sociológica do estudo é estabelecida pela identificação de uma estrutura de competição, engendrada na sociedade, que reflete a competição esportiva. Além desse aspecto, a dissertação identificou que o esporte representa uma marca específica em estudos sociológicos, sobre esporte, cultura e comunicação de massa. Ratificado papel de destaque desempenhado pelo esporte moderno na sociedade, a pesquisa destaca a observância de alguns aspectos. O primeiro, de natureza sociológica, remete à representação social do atleta de alto rendimento e o segundo advém da relação entre o esporte moderno e a política. A partir do estabelecimento do marco teórico e cenário esportivo brasileiro o presente estudo voltou-se à compreensão do estágio de vida pós-carreira esportiva e, mais especificamente, à identificação dos reflexos de uma vida dedicada ao esporte de alto rendimento na qualidade de vida de ex-atletas profissionais. Para tal finalidade, em termos metodológicos, foram realizadas entrevistas com ex-atletas, integrantes das Seleções Brasileiras Masculinas de Basquetebol participantes dos Jogos Olímpicos de Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996). A abordagem empírica permitiu identificar importantes avanços, relacionados ao desenvolvimento de equipamentos esportivos e atendimento multidisciplinar no esporte. Em contrapartida, a ausência de programas estruturados para a detecção e promoção de talentos esportivos, baixa integração entre os órgãos gestores e distanciamento entre a formação esportiva e o ambiente escolar são apontados como obstáculos ao desenvolvimento do desporto brasileiro. Além dos fatores citados, a qualidade de vida pós carreira esportiva é impactada, principalmente, quando relatada ocorrência de múltiplas lesões e grande desgaste físico durante a carreira e a ausência de programas de suporte ao atleta e preparação para transição profissional.

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