Incidência e perfil epidemiológico da esporotricose em gatos no Município de Vila Velha: análise dos registros da Unidade de Vigilância de Zoonoses (2023-2025)

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A esporotricose felina constitui agravo emergente à saúde pública, especialmente em contextos urbanos com elevada densidade de gatos. Este estudo quantitativo, descritivo e retrospectivo analisou a incidência e o perfil clínico-epidemiológico da esporotricose felina em Vila Velha (ES) entre janeiro de 2023 e julho de 2025, com base em registros da UVZ/Plataforma E-SUS. No período, foram notificados 1.205 casos (2023: 452; 2024: 405; 2025 jan–jul: 348), com redução de 10,4% entre 2023 e 2024. O recolhimento institucional aumentou de 44 para 180 felinos, elevando a proporção de recolhidos de 9,7% para 44,4% dos casos anuais. Observou-se queda da letalidade (óbitos/casos) de 21,7% (98/452) em 2023 para 11,1% (45/405) em 2024 e redução das evasões de 12,4% para 9,4% (56→38). Em 2025, até julho, registraramse 348 casos, 51 recolhimentos e 198 tratamentos finalizados, sem óbitos ou evasões até o final do estudo. Houve ampla disseminação territorial (81/92 bairros) e forte convívio com contactantes (80,4% dos prontuários com essa informação). Entre 106 prontuários com método diagnóstico registrado, 49,1% foram confirmados por citologia, 50,0% por histopatologia e 0,9% por cultura fúngica; 94,3% dos diagnósticos ocorreram na UVZ. O tratamento consistiu predominantemente em itraconazol 100 mg/animal a cada 24 h, com iodeto de potássio em casos selecionados. Os achados sugerem aperfeiçoamento recente da gestão de casos (maior recolhimento, mais altas clínicas e menor letalidade/evasão) e reforçam a necessidade de políticas intersetoriais de Saúde Única, com ênfase em educação sanitária, controle populacional felino e qualificação da vigilância.

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