Explorando a relação entre parâmetros físicos e marcadores bioquímicos em atletas da elite do Vôlei de praia brasileiro
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Resumo
Esportes de alto rendimento exigem ferramentas inovadoras para acompanhar a evolução do treinamento antes e após os torneios. Entre elas, temos os biomarcadores sanguíneos os quais podem ser interessantes indicadores de metabolismo como, por exemplo, os que mensuram o estresse oxidativo. Esse fenômeno decorre de um desequilíbrio na geração de compostos oxidantes e a atuação do sistema de defesa antioxidante que tem como função inibir ou reduzir os danos causados pela produção de espécies reativas de oxigênio (ROS). A proposta do estudo é avaliar a relação entre os parâmetros físicos e marcadores bioquímicos em atletas adultos da elite do vôlei de praia brasileiro antes e após os jogos de uma das etapas do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2022. A população foi composta por atletas profissionais do vôlei de praia, de ambos os sexos. Foram realizadas duas coletas de sangue: uma antes e outra após o fim dos jogos. Posteriormente, as amostras foram encaminhadas ao Laboratório de Fisiologia e Farmacologia Translacional (LFFT) do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Vila Velha (PPGCF-UVV) para avaliação de estresse oxidativo sistêmico. As ROS foram quantificadas por citometria de fluxo e a capacidade antioxidante foi determinada através do ensaio FRAP. Foram analisados também os seguintes marcadores: creatinina, desidrogenase lática (LDH), ferro sérico, creatina quinase (CK), homocisteína (HCY), lactato, Proteína C reativa (PCR), cortisol e troponina. A avaliação terá como base indicadores bioquímicos analisados a partir das duas coletas. Os achados do estudo mostram alterações significativas para ambos os sexos em CK, Troponina, ROS e apoptose. Apenas as mulheres apresentaram alterações em Ferro, LDH, creatinina e lactato. Marcadores como homocisteína, cortisol e PCR não mostraram alterações. Não houve diferença significativa para capacidade antioxidante. Correlação positiva entre saques e ataques com LDH foi encontrada apenas no sexo masculino.
