Análise da resistência antimicrobiana de Staphylococcus aureus e busca de toxinas em isolados de material biológico em pacientes internados em hospital pediátrico público
Carregando...
Data
Autores
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Resumo
Staphylococcus aureus é uma bactéria oportunista, causadora de infecções humanas, produtora de toxinas, responsáveis por causar quadros clínicos graves. Neste estudo, investigamos o perfil de resistência antimicrobiana e a produção de superantígenos (TSST-1 e SE) por S. aureus isolados de material biológico de pacientes e o risco potencial de ocorrência da Síndrome do Choque Tóxico. Vinte e dois pacientes com idade entre 0 e 18 anos, internados entre junho de 2021 e julho de 2022, no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Dr. Alzir Bernardino Alves, HIMABA de Vila Velha, ES, Brasil, participaram deste estudo após a assinatura, por aqueles responsável, do TCLE (Termo de Consentimento Livre e Esclarecido) e do TALE (Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para crianças, adolescentes ou incapazes). O perfil de resistência antimicrobiana foi obtido pelo método de disco-difusão. As cepas de S. aureus isoladas apresentaram resistência à penicilina (68%) e oxacilina (55%) seguidas de sulfametoxazol, gentamicina e trimetoprima (5%). O método Optimum Sensitive Plate foi usado para pesquisar cepas produtoras de TSST-1 e identificar as enterotoxinas produzidas, enquanto o método imunoenzimático VIDAS-STAPH 2 foi
usado para detectar cepas produtoras de SE (A-E). Em apenas 2 pacientes foi isolado S. aureus produtor de TSST-1 e em 21 S. aureus produtores de enterotoxinas em concentrações estimadas entre 0,26 e 4,91 ng/ml de sobrenadante. O número de pacientes com S. aureus enterotoxigênico aumenta o risco de ocorrência da síndrome do choque tóxico devido à atividade superantígena das enterotoxinas produzidas pelos isolados. A oxacilina e a clindamicina foram as drogas administradas rotineiramente em pacientes com infecção grave por S. aureus. Entretanto, cepas isoladas foram mais sensíveis à gentamicina (95%) do que à oxacilina (55%). Pode se sugerir que a gentamicina seja o antibiótico utilizado em associação com a clindamicina (sensibilidade de 82%). A busca por cepas de S. aureus produtoras de superantígenos em pacientes com infecções por S.aureus não é rotineira, porém a presença desse microrganismo pode contribuir para o aumento do tempo de internação.
