Transplante de células-tronco mesenquimais derivadas de tecido adiposo no tratamento da lesão renal isquemica em ratos
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Resumo
Estudos têm sugerido que o transplante de células-tronco mesenquimais contribui para a regeneração renal, principalmente, por mecanismos parácrinos. Norteados por essa afirmação, o trabalho objetivou avaliar a reparação renal em ratos acometidos por infarto renal induzidos por obstrução do fluxo sanguíneo da artéria renal e tratados por transplante de células-tronco mesenquimais, após 24 ou 48 horas da isquemia. Para o estudo in vitro, utilizou-se três ratos Lewis transgênicos para proteína verde fluorescente de 4 semanas de idade, dos quais foram coletados o tecido adiposo para a realização da cultura e expansão celular. Para o estudo in vivo, utilizou-se 72 ratos Wistar, de 16 semanas de idade. Procedeu-se celiotomia pré-umbilical paramediana esquerda, localização do rim e identificação dos vasos sanguíneos, seguida de clipagem da artéria e veia renais, por 24 horas. Após esse tempo, realizou-se a remoção do clipe vascular e avaliações macroscópica da coloração do rim no transcirúrgico e avaliação com Doppler colorido ao término da cirurgia. No pós cirúrgico, os animais foram identificados e alocados em dez grupos experimentais homogêneos, correspondendo aos tratamentos com tampão fosfato-salina (PBS) ou células-tronco mesenquimias (CTM), tempo da aplicação (24 ou 48 horas) e local do transplante (veia lateral da cauda ou intrarrenal). Após a realização dos tratamentos, quatro animais de cada grupo submetidos a nefrectomia esquerda e eutanásia, aos 8 e 31 dias, para realização do estudo histológico. Macroscopicamente durante a isquemia observou-se mudança da coloração do parênquima renal para vermelho escurecido retornando a coloração vermelho brilhante após a remoção do clipe. Durante as eutanásias, constatou nos grupos não tratados com CTM, rins de coloração pálida e nos grupos tratados, coloração avermelhada próximo da normal. Histologicamente, observou-se maior quantidade de debris celulares e túbulos desprovidos de epitélio acompanhados de maior grau de necrose, nos grupos não tratados com CTM, confrontando com baixo grau de necrose e maior vascularização tubular observados nos grupos tratados. Sob as condições que foram realizadas esse experimento, constata-se que o transplante de CTM derivadas de tecido adiposo, contribuiu positivamente para a substituição do tecido necrótico por células tubulares renais, vascularização do parênquima renal e restabelecimento funcional do órgão, sobretudo no transplante realizado intrarrenal, 48 horas após a reperfusão.
