Efeitos da aplicação tópica do óleo de avestruz (Struthio camelus, Linnaeus, 1758) e óleo de avestruz ozonizado no processo de cicatrização de feridas cutâneas em ratos da linhagem Wistar

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O Avestruz é uma das espécies animais ainda viva mais antiga em nosso planeta. Dados recentes nos dão conta que sua relação com o homem data mais de 5.500 a.C. Algumas civilizações antigas, já utilizavam o óleo de avestruz no tratamento de várias afecções dermatológicas. O presente trabalho avaliou o processo de cicatrização de feridas cutâneas em ratos machos da linhagem Wistar após tratamento tópico com óleo de avestruz (Struthio camelus Linnaeus, 1758) e óleo de avestruz ozonizado. Para tal, foram confeccionadas feridas cirúrgicas no dorso de 24 ratos com idade entre 16-20 semanas, divididos em 3 grupos: grupo controle (CG), tratado com solução fisiológica (NaCl 0,9%); grupo óleo puro (GP), tratado com 500 μL óleo de avestruz, e grupo óleo ozonizado (GO), tratados com 500 μL óleo de avestruz ozonizado. Logo, as feridas foram tratadas e acompanhadas diariamente durante 21 dias e nos dias 3, 7, 14 e 21 foram feitas avaliações macroscópicas com mensuração de área e a seguir extraíram-se fragmentos de tecidos para análise histopatológica. Os resultados demonstraram uma redução significativa da área da ferida para os grupos controle e experimentais (p < 0,0001). Na comparação entre os momentos para os diferentes tratamentos, ocorreram diferenças significativas na área das feridas no sétimo dia (p = 0,0011) e no 14º dia de avaliação (p<0,0001). Nos demais momentos não ocorreram diferenças significativas, p=0,2297 no dia 3 e p > 0.9999 no 21° dia. Além disso, o grau de contração registrado nas feridas de todos os grupos foi de 100% Já a avaliação histológica evidenciou maior tecido de granulação e neoformação conjuntiva nos grupos óleo de avestruz puro e principalmente no ozonizado. Portanto, diante dos resultados encontrados nos permite concluir que uso tópico do óleo de avestruz e óleo de avestruz ozonizado demonstrou ser satisfatório no processo de cicatrização de feridas cutâneas em ratos.

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