A corrupção como fenômeno da cultura política brasileira e seus reflexos nos três poderes no Estado do Espírito Santo de 1990 a 2010

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Esta pesquisa tem em seu cerne analisar o fenômeno da corrupção no Brasil a partir da cultura política e nessa perspectiva demonstrar seus reflexos nos Três Poderes no estado do Espírito Santo entre os anos de 1990 a 2010. A investigação se apropria de alguns conceitos da antropologia cultural, uma vez que a pesquisa estreita relação sobre o homem na sociedade, suas crenças e valores. Busca ainda uma interação pertinente à formação do Estado brasileiro com os enfoques constantes nos fatores históricos, sociais, econômicos, culturais e políticos, envolvendo a construção histórica em uma trajetória que tem início no Brasil Colônia. Neste contexto, promove-se a miscigenação constante na civilização brasileira, marcada por uma profunda hierarquia social, capaz de suplantar e retardar por séculos os direitos concernentes à cidadania. No foco desta desconstrução nacional se contextualiza a cultura dominante da elite brasileira como herança do sistema patrimonialista de administração lusitana, perpetuada no transcurso político e responsável pela ausência de distinção entre as esferas pública e privada - característico do republicanismo. Utiliza-se do método do múltiplo dialético para análise do fenômeno da corrupção e suas contradições, o que se faz pela perspectiva da cultura política patrimonialista, fio condutor desta pesquisa. Todavia, a ineficácia do controle no Brasil para seu enfrentamento demanda a participação da sociedade civil e perpassa pela consciência crítica do exercício da cidadania e pela ética na política, imprescindíveis nos regimes republicanos e próprios para viabilizar a promoção do interesse público e essencialmente, no Brasil, causar a ruptura com a tradição.

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