Indução de NAD(P)H: quinona redutase e atividade antioxidante in vitro de toranja burarama (Citrus maxima (Burm.) Merr)
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Resumo
Diferentes variedades de frutas cítricas possuem propriedades antioxidantes e de quimioprevenção do câncer. Toranja Burarama (Citrus maxima (Burm.) Merr) é uma variedade de fruta cítrica cultivada no Estado do Espírito Santo, Brasil. O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial antioxidante e de quimioprevenção do câncer desses frutos, em extratos de solventes orgânicos das cascas e do suco por ensaios in vitro. A atividade antioxidante de cada extrato foi medida pela capacidade do extrato de eliminar os radicais livres nos ensaios colorimétricos 2,2-difenil-1-picrylhidrazyl radical (DPPH) e 2,2-azino-bis [3-etilbenzotiazolina-6-sulfónico] (ABTS). As atividades dos extratos para a indução de nicotinamida-adenina-dinucleótido (fosfato) [NAD (P) H: quinona reductase] (QR) foram avaliadas em células murinos Hepa1c1c7. Para os extratos que apresentaram maior razão de indução (IR) de QR, a viabilidade celular foi medida utilizando-se 3- (4,5-dimetiltiazol-2-il) -2,5-difenil tetrazólio (MTT) e o extrato que apresentou maior índice quimiopreventivo (IC) foi selecionado para posterior análise por ESI (-)FT-ICR MS. Os extratos do flavedo mostraram propriedades biológicas superiores. Os resultados da atividade antioxidante foram expressos como concentração de extrato (μg/mL) requerida para reduzir a quantidade original de radicais livres em 50% (IC50). O extrato de acetato de etila das cascas da Toranja apresentou maior atividade antioxidante in vitro na eliminação de radicais DPPH (IC50 = 298,3 μg/mL), entre hexano, acetona, etanol, metanol, metanol: água (80:20) e suco. Para o ensaio ABTS o extrato metanólico apresentou a maior atividade antioxidante (IC50 = 296,4 μg/mL). O extrato de acetato de etila induziu atividade de QR de uma forma dose dependente (0,4 a 8,0 mg/mL) com um aumento de 3,0 vezes do IR e IC> 6,5. Este extrato não foi citotóxico para a linhagem celular fibroblastos L929. Ácido quínico, ácido ftálico, 16-hydroxypalmitic e ácidos graxos linoleico, ácido benzóico e ácido propanóico foram identificados no extrato. Em resumo, o extrato acetato de etila das cascas de Citrus maxima exibiu potencial efeito de quimioprevenção do câncer pela indução da quinona redutase in vitro.
