Oferta eficiente de proteína como mitigador do impacto ambiental da criação de robalo peva (centropomus parallelus, POEY, 1860)
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Resumo
O experimento foi realizado com robalo peva (Centropomus parallelus) objetivando
determinar o nível de proteína bruta na ração (400, 440, 480, 520 e 560g kg-1) que
promove menor impacto ambiental com bom desempenho zootécnico e econômico.
A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade de Vila Velha número
307/2014. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com cinco tratamentos e quatro repetições. A avaliação do desempenho zootécnico e econômico de juvenil I de robalo com peso de 3.69 ± 0.05 g teve duração de 60 dias e foi realizada em 20 tanques de polietileno, sendo cada tanque uma unidade experimental. Os resultados mostraram que o ganho em peso e a taxa de crescimento específico foram afetados positivamente pelo aumento de concentração de proteína, enquanto o peso médio final e a conversão alimentar foram significativamente menores quando com a ração de 400 g kg-1. O custo médio da
dieta foi significativamente maior para a ração com concentração de proteína de 400 g kg-1, e o índice de eficiência econômica foi significativamente menor para as concentrações de 520 e 560 g kg-1. No experimento de excreção de amônia para juvenil I de robalo verificou que rações com níveis mais alto de proteína promovem maiores taxas de excreção de amônia. Já no experimento que analisou a toxicidade de efluentes, por meio do teste de toxicidade crônico de curta duração com ouriço do mar, verificou que o CENO e o CEO ocorreram com o tratamento de 480g kg-1 e 520g kg-1, respectivamente. Resumindo, na fase juvenil I de robalo peva as rações que promoveram os melhores resultados zootécnico e econômico foram de 520 e 560 g kg-1 de proteína, porém do ponto de vista ambiental a ração recomendada é de 480 g kg-1 por promover menor impacto ambiental. Foi objeto também da pesquisa gerar um modelo simplificado integrando os parâmetros: ambiente,
produção e econômico para avaliar a concentração de proteína mais adequada na ração de juvenis II de robalo peva (27.02 ± 0.27 g). Para calcular os parâmetros foram considerados: ganho em peso para a produtividade (P), custo médio da alimentação para o econômico (E) e número de plúteos anormais para o ambiental (A). Vários cenários foram estudados usando os parâmetros, e com base no cenário que mais condiz com a realidade da atividade da piscicultura, ou seja, aquele que tem maior peso para os parâmetros produtividade e econômico recomenda-se a ração de 480 g kg -1. Na determinação da taxa de retenção proteica em juvenis II de robalo peva observou-se um efeito quadrático positivo e a retenção máxima ocorreu com ração de 510,20 g kg -1. A taxa de excreção de amônia total na água foi semelhante à fase I, ou seja, aumentou com o aumento dos níveis de proteína na dieta. Os coeficientes de digestibilidade aparente da proteína foram aumentando com o aumento da proteína dietética até o nível de 520 g kg-1 onde se estabilizou. Pela equação de regressão o nível de melhor digestibilidade é de 495,62 g kg -1.
