Filho de peixe, peixinho é? infância: sentidos e significados atribuídos à prisão paterna

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Esta pesquisa está organizada em três percursos, cuja cartografia, caminhos e atravessamentos procuram refletir como são produzidos os processos de representação, de subjetivação, de sentidos e de significados pelas crianças − filhas de presidiários − quando se permite sua entrada no presídio para o convívio com o pai, que cumpre pena privativa de liberdade na Casa de Custódia de Vila Velha/ES. As narrações, as reflexões, o caminho metodológico e o referencial teórico elencado possibilitaram conhecer e compreender, a criança e a infância que (con)vive com a prisão paterna e o ambiente do cárcere, a partir da voz das próprias crianças. Ao ouvir as falas dessas crianças, pôde-se perceber que elas não são apenas um produto de seu meio, pois elas estão/são ativas no movimento em que criam e recriam sua realidade e seus cotidianos. Suas vozes revelam que o ser humano não é um “ser natural”; ele é um sujeito social, que se constitui no meio social, mas não está condenado a reproduzi-lo. Sobre os cotidianos dos sujeitos e do cenário investigado, foram destacadas algumas ideias centrais que evidenciam, sobretudo, a criança, a infância, a prisão e a pena privativa de liberdade.

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