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https://repositorio.uvv.br//handle/123456789/1864
Título: | Qualidade do ar interno em salas de aula naturalmente ventiladas durante a pandemia de Covid-19 |
Autor(es): | Silva, Saulo Vieira de Oliveira |
Orientador(es): | Pagel, Erica Coelho |
Palavras-chave: | Qualidade do ar interior (QAI) - Escolas - Ventilação natural - Covid-19 |
Data do documento: | 27-Jun-2022 |
Resumo: | A poluição do ar causa milhões de mortes por ano, mundialmente. Em escolas, a baixa qualidade do ar está relacionada a prejuízos à saúde e ao ensino e aprendizagem, pois pode afetar o desempenho, a atenção e provocar absenteísmo. A condição do ar interno pode ser agravada pela entrada de poluentes através de aberturas, por ventilação ou infiltrações, como também em razão de fatores associados ao local, como padrões de ocupação e utilização de janelas e portas. Devido a pandemia de COVID-19, novos desafios foram postos à Qualidade do Ar Interior (QAI) em escolas, dado o tempo de permanência e a densidade ocupacional característicos. Esse trabalho objetivou investigar a qualidade do ar em salas de aula naturalmente ventiladas numa instituição de ensino de Vitória – ES, analisando as concentrações de CO2, MP2,5, MP10, CO, temperatura e umidade, além dos modos de utilização de aberturas e padrões de ocupação dos ambientes. Também avaliou a relação entre a percepção dos usuários e os dados monitorados. A metodologia abrangeu a revisão bibliográfica, a pesquisa quantitativa por meio do levantamento de dados com instrumentos de medição, formulários de observação e aplicação de questionários, e a pesquisa explicativa. O levantamento de campo foi dividido em duas campanhas, uma com salas desocupadas e outra com a presença de alunos e professores. A análise estatística dos dados monitorados compreendeu a aplicação de testes de hipóteses ANOVA e t-student e a regressão linear múltipla. Para a verificação de relação entre variáveis e respostas dos questionários, aplicou-se o teste de quiquadrado e a regressão ordinal. Como resultados, considerando as médias de 24 horas, nas duas campanhas, o material particulado e o monóxido de carbono não superaram as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS), apesar de ter havido picos de ultrapassagem. No primeiro monitoramento, a sala mais próxima da avenida apresentou médias horárias continuamente superiores ao limite estabelecido para média anual de MP2,5, pela OMS. A sala de aula mais próxima à avenida foi afetada pela poluição por particulados de maneira semelhante ao ambiente externo. O fechamento total de janelas possibilitou redução de 9,28% e 12,63% para MP2,5 e MP10. Durante a campanha 2, as médias de particulados foram, aproximadamente, 50% mais baixas em comparação a campanha 1, como possível consequência da atuação de fatores como a deposição úmida e a prática de lavagem de piso. Os picos de concentração de material particulado foram mais acentuados na sala próxima à via de tráfego, em comparação a mais afastada. A análise de regressão revelou haver correlação entre a poluição externa e a interna, tanto para o MP2,5 quanto para o MP10. A abertura simultânea de janelas e portas permitiu maior eficiência da renovação de ar, com média geral de 449 ppm de CO2, contra 1059 ppm de média e máximo de 2406 ppm para salas totalmente fechadas. As configurações que mantiveram abertura constante resultaram em concentrações que representam renovação de ar eficiente, o que, de acordo com a literatura científica atual, é uma das medidas preventivas contra a propagação da COVID-19. |
URI: | https://repositorio.uvv.br//handle/123456789/1864 |
Aparece nas coleções: | Dissertação de Mestrado |
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