Avaliação dos efeitos celulares e vasculares da resina de Virola oleifera (Schott) A. C. Smith em camundongos hipercolesterolêmicos LDLr KNOCKOUT
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Resumo
Virola oleifera (Schott) A. C. Smith, uma planta nativa da Mata Atlântica, tem sido
amplamente utilizada na medicina popular no Brasil como agente anti-inflamatório e
dados de estudos realizados pelo nosso grupo, indicaram as propriedades
antioxidantes em modelos relacionados ao estresse oxidativo. No entanto, seus
efeitos sobre a aterosclerose (AT) ainda não foram investigados. Sendo assim,
avaliamos a influência da resina de Virola oleifera (RV) na progressão da AT em
camundongos LDLr-/-. Para tanto, os animais foram divididos em 4 grupos: 1) O
grupo ND recebeu uma dieta padrão, sem tratamento. 2) O grupo HD recebeu uma
dieta rica em gordura, sem tratamento. 3) O HD-V50 recebeu uma dieta rica em
gordura e foi tratado com RV a 50 mg/Kg, via oral. 4) O HD-V300 recebeu uma dieta
rica em gordura e foi tratado com RV a 300 mg/Kg, via oral. Após 4 semanas,
recolheu-se sangue para quantificar parâmetros bioquímicos e ROS total e a aorta
foi removida para medir a deposição lipídica, pelo método en face. O fígado foi
coletado para determinar oxidação lipídica e proteica. Para investigar mais
detalhadamente as contribuições da RV na estrutura vascular, foram realizados
testes in vitro, utilizando quatro tipos celulares: macrófagos, fibroblastos, células do
músculo liso vascular e células endoteliais. Verificou-se que o tratamento crônico
com RV, em ambas as doses, reduziu o acúmulo de lipídeos vasculares (~50%,
p<0,05), provavelmente por efeito antioxidante sistêmico e hepático, independente
da dislipidemia. Além disso, os resultados dos ensaios in vitro demonstraram que a
RV desenvolve propriedades antioxidantes no músculo liso vascular e nas células
endoteliais, reforçando o papel protetor da RV na progressão da AT. Os macrófagos
simultaneamente tratados com LPS resultaram numa redução significativa da
produção de NO de forma dose dependente. O tratamento crônico com RV diminui a
deposição lipídica em camundongos ateroscleróticos, o que pode ser justificado,
pelo menos em parte, por mecanismos antioxidantes, reforçando o papel protetor
desta resina na deposição lipídica vascular, independente da hipercolesterolemia.
