A representação simbólica da classe operária no governo Lula e a “fantochização da democracia”
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Resumo
Este trabalho consiste numa reflexão crítica acerca do personagem político Luis Inácio Lula da Silva, a partir de sua primeira candidatura em 1989 até 2002 quando se elegeu presidente da república do Brasil pela primeira vez, bem como sua reeleição em 2006. Parte da hipótese de que ocorreram mudanças notórias e significativas no período compreendido entre a sua condição de candidato à Presidência da República e a de Presidente eleito do Brasil. Nessa direção, busca-se explicitar ainda os mecanismos discursivos responsáveis pelas diferentes posições por ele assumidas e identificar a mudança de postura enquanto representante da classe operária, quando candidato, e sua elitização, quando empossado presidente. Com respeito à sua personalidade, discorre-se
também, sobre o seu carisma e ascendência sobre a população mais simples, evocando assim o tipo ideal weberiano de dominação carismática, que se propõe investigar.
Finalmente, analisar-se-ão certas pressões econômicas e políticas exercidas por órgãos internacionais bem como grupos de interesses financeiros sobre o seu governo, o que acaba por gerar, uma “desdiferenciação” e “desidentificação” de candidatos, o que tem sugerido uma “fantochização da democracia”.
