A eficácia do óleo de cravo como anestésico em tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus Linnaeus, 1758)
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Resumo
É comum o relato de prejuízos econômicos devido a mortalidade de peixes decorrente das deficiências gerais em procedimentos de estações de piscicultura. Desta forma, foram realizados três diferentes trabalhos, cada um abordando o óleo de cravo como anestésico em uma determinada fase do ciclo de criação da tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus). O primeiro estudo teve por objetivo avaliar a eficiência do óleo de cravo da índia como anestésico em juvenis (1,5 g) de tilápia, durante o manejo e o transporte. O segundo estudo teve o objetivo de avaliar a eficiência do óleo de cravo como anestésico para juvenis avançados ( 55 g) de tilápia durante o manejo. O terceiro estudo teve como objetivo testar a eficiência do óleo de cravo como anestésico em adultos ( 670 g) de tilápia, durante o manejo e avaliar, sensorialmente, o aroma e o sabor do filé, após a anestesia. Para o manejo de juvenis, a concentração 90 mg.L-1 de óleo de cravo é a mais adequada para indução de anestesia cirúrgica. Para anestesia de juvenis avançados 250 mg.L-1 de óleo de cravo é a concentração mais adequada para indução de anestesia cirúrgica. A anestesia na concentração ideal por 10 minutos, não foi estímulo suficiente para causar um estresse severo, ocorrendo alterações somente após a anestesia na glicose e no hematócrito. Em adultos 250 mg.L-1 de óleo de cravo é a concentração mais adequada para a indução de anestesia cirúrgica. Os filés de tilápia previamente anestesiados com óleo de cravo apresentaram uma diferença moderada no aroma e no sabor logo após a anestesia, e a partir de 12 h após a anestesia não apresentam nenhuma diferença no aroma e no sabor em relação aos peixes não anestesiados. Os resultados obtidos com peixes de três diferentes tamanhos indicam que o óleo de cravo é um anestésico eficaz para o manejo de tilápia, devendo ser evitado apenas no transporte de juvenis.
