Mistura probiótica derivada de kefir em crianças com transtorno do espectro autista: estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo

dc.contributorVasquez, Elisardo Corral
dc.contributor.authorQueiroz, Sarha Andrade Lobo de
dc.coverage.spatialbrasil
dc.date.accessioned2025-09-25T20:11:41Z
dc.date.available2025-09-25T20:11:41Z
dc.date.issued2025-08-01
dc.description.abstractAutism Spectrum Disorder (ASD) is a neurodevelopmental condition characterized by impairments in social interactions and restricted patterns of behavior. Recent evidence has identified the gut microbiota as a modulator of neurobehavioral and inflammatory aspects related to ASD, fostering interest in probiotic and symbiotic interventions. This randomized, double-blind, placebo-controlled study evaluated the effects of a kefirderived probiotic formulation (K11) and a version enriched with vitamins, amino acids, and minerals (K11-TMAX) in children with ASD. A total of 182 children aged 3 to 11 years were assigned to three groups: placebo, K11, and K11-TMAX, with assessments conducted at baseline, 45, and 90 days. The primary endpoint was the Adaptive Behavior Composite (ABC) score of the Vineland Adaptive Behavior Scales – Third Edition (Vineland-3). Secondary outcomes included other Vineland-3 subdomains, scores from the Autism Diagnostic Observation Schedule – Second Edition (ADOS-2), and the Childhood Autism Rating Scale (CARS), as well as inflammatory and metabolic biomarkers. After 90 days, the K11 and K11-TMAX groups showed significant improvements (p < 0.05) in ABC scores, as well as in the communication, daily living skills, motor skills, and internalizing/externalizing behavior subdomains. The K11 group also showed a significant improvement in socialization. ADOS-2 assessments demonstrated statistically significant reductions in core ASD symptoms in both intervention groups, while CARS scores, as rated by teachers, revealed a reduction in clinical severity within the school context. Biochemical analyses revealed significantly reduced serum insulin and C-reactive protein levels in the K11 and K11-TMAX groups, along with a significant reduction in fecal calprotectin levels in the K11-TMAX group. There was a significant reduction in serum cortisol levels in the symbiotic intervention groups at day 45, suggesting an improvement in the systemic inflammatory profile. Microbiota analysis indicated a significant increase in Lactobacillus counts and a reduction in Escherichia coli in the probiotic groups. Such changes are associated with the restoration of eubiosis and the potential increase in the production of neuroactive and anti-inflammatory metabolites. The results indicate that K11 and K11-TMAX are safe and capable of producing clinical, metabolic, and microbiological benefits in children with ASD, aligning with the gut–brain axis hypothesis and representing promising adjuvant interventions in the multidimensional management of the condition.
dc.description.resumoO Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizado por prejuízo nas interações sociais e padrões de comportamento restritos. Evidências recentes apontam a microbiota intestinal como moduladora de aspectos neurocomportamentais e inflamatórios relacionados ao TEA, fomentando o interesse por intervenções probióticas e simbióticas. Este estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou os efeitos de uma mistura probiótica derivada de kefir (K11) e uma formulação enriquecida com vitaminas, aminoácidos e minerais (K11- TMAX) em crianças com TEA. Um total de 182 crianças de 3 a 11 anos foram designadas a três grupos: placebo, K11 e K11-TMAX, com avaliações conduzidas na linha de base, 45 e 90 dias. O desfecho primário foi o Composto de Comportamento Adaptativo (CCA) da escala Vineland-3. Os resultados secundários incluíram os demais subdomínios da escala Vineland-3, o escore do Autism Diagnostic Observation Schedule – Second Edition (ADOS-2), da Childhood Autism Rating Scale (CARS) além de marcadores inflamatórios e metabólicos. Após 90 dias, os grupos K11 e K11-TMAX apresentaram melhorias significativas (p < 0,05) no CCA, nos subdomínios de comunicação, habilidades de vida diária, habilidades motoras e comportamentos internalizantes e externalizantes. O grupo K11 também mostrou melhora significativa na socialização. As avaliações pelo ADOS-2 demonstraram reduções estatisticamente significativas nos sintomas nucleares do TEA nos dois grupos de intervenção, enquanto a CARS aplicada por professores revelou diminuição da gravidade clínica no contexto escolar. As análises bioquímicas revelaram níveis significativamente reduzidos de insulina e Proteína CReativa nos grupos K11 e K11-TMAX, juntamente com uma redução significativa nos níveis de calprotectina fecal no grupo K11-TMAX. Houve redução significativa nos nível de cortisol sérico nos grupos de intervenção simbiótica no dia 45, sugerindo melhora no perfil inflamatório sistêmico. A análise da microbiota indicou um aumento significativo na contagem de Lactobacillus e uma redução de Escherichia coli nos grupos probióticos. Tais alterações estão associadas à restauração da eubiose e ao potencial incremento na produção de metabólitos neuro ativos e anti-inflamatórios. Os resultados indicam que K11 e K11-TMAX são seguros e capazes de gerar benefícios clínicos, metabólicos e microbiológicos em crianças com TEA, alinhando-se à hipótese do eixo intestino-cérebro e configurando-se como intervenções adjuvantes promissoras no manejo multidimensional.
dc.identifier.urihttps://repositorio.uvv.br/handle/123456789/2192
dc.language.isopt_BR
dc.subjectAutismo
dc.subjectBiomarcadores
dc.subjectInflamação
dc.subjectProbióticos
dc.subjectKefir
dc.subjectMicrobiota intestinal
dc.subject.vocabularyCIENCIAS DA SAUDE
dc.titleMistura probiótica derivada de kefir em crianças com transtorno do espectro autista: estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo
dc.typeThesis

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