Não é sobre identidade: uma autoetnografia interseccional

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A dissertação de mestrado que apresento ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da Universidade Vila Velha (UVV) adotou a autoetnografia enquanto método de pesquisa, articulada com uma análise conduzida pelas perspectivas sociológicas das interseccionalidades, objetivando problematizar sobre as distintas situações por mim enfrentadas ao longo da minha vida, que foram marcadas por preconceitos envolvendo questões de classe, gênero, sexualidade, raça dentre outros. Importante salientar que a pesquisa contou com uma forte inspiração de autores como Didier Eribon, Annie Ernaux e Édouard Louis na elaboração do primeiro capítulo intitulado “Memórias autoetnografadas”, em que relato histórias do meu passado, que vão sendo paulatinamente descritas e analisadas, assim como também foi determinante para a elaboração do quarto capítulo. No segundo capítulo, intitulado “Uma autoetnografia interseccional”, apresento uma revisão da literatura sobre o método autoetnográfico e a análise interseccional. No terceiro capítulo, “Tecnoconservadorismo e crítica interseccional”, debato com alguns de seus críticos, propondo uma análise a partir de uma perspectiva feminista negra brasileira ancorada em Maria Aparecida da Silva Bento, para, no capítulo final, “Não é sobre identidade, é sobre experiências”, desenvolver uma análise crítica acerca do uso da identidade e identitarismo como formas de desqualificação das lutas históricas de grupos subalternos.

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