Biometria corporal e estudo da volumetria gástrica de gambás (didelphis aurita - wied-neuwied, 1826) de vida livre atropelados na Rodovia ES-060

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O presente trabalho avaliou os dados biométricos de 15 exemplares de gambá-de-orelha-preta (Didelphis aurita - WIED-NEUWIED, 1826) atropelados na rodovia ES-060, com relação a sua biometria e volumetria gástrica. A coleta dos animais foi realizada por Inspetores de Tráfego da rodovia e encaminhados para identificação e armazenamento na Base Operacional Ambiental da Rodosol, em Guarapari – ES, sendo posteriormente encaminhados para o Laboratório Saúde da Vida Selvagem, localizado no Biopráticas - UVV. Após identificação dos espécimes, foram mensurados comprimento cefálico, circunferência da cabeça, comprimento corporal, tamanho de cauda e orelhas e peso dos animais. Durante o exame de necropsia foi avaliada volumetria gástrica por meio da injeção gradual de água tingida em estômagos íntegros, realizando o controle da distensão gástrica até o volume máximo seguro, monitorando os sinais de distensão excessiva. Devido a condição de exemplares, resultante do atropelamento, 13 estômagos foram avaliados para volumetria. A análise dos dados biométricos evidenciou variações relacionadas a dimorfismo sexual, e a volumetria gástrica apresentou média da capacidade de distensão segura do estômago para a espécie em questão de aproximadamente 8% do peso corporal, inferior ao parâmetro de 20% recomendado por estudos anteriores. Essa diferença destaca a importância de uma avaliação específica para esta espécie, considerando suas particularidades fisiológicas e anatômicas. Propõe-se a fórmula de volume em mililitros = peso do animal x 8% para cálculo de alimentação pastosa ou leite para alimentação de animais convalescentes. Este dado é fundamental para procedimentos clínicos de nutrição enteral em gambás, otimizando o suporte alimentar e evitando complicações como aspiração e regurgitação. Este trabalho contribui para o conhecimento da biologia da espécie Didelphis aurita (WIED-NEUWIED, 1826) e fornece subsídios para o manejo clínico mais eficaz em UTA’s (Unidades de Tratamento intensivo Animal).

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