Operação capixaba 2017: o emprego das forças armadas com o foco na garantia da lei e da ordem na crise da segurança pública no estado do Espirito Santo
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Resumo
Analisamos nesse trabalho acadêmico como e por que se deu o emprego das Forças
Armadas com foco na Garantia da Lei e da Ordem, na crise da Segurança Pública do
Estado do Espírito Santo durante a paralisação da Polícia Militar no mês de fevereiro do ano de 2017. É sabido que a Região Metropolitana da Grande Vitória vivenciou momentos difíceis no tocante a Segurança Pública, com a ausência da Policia Militar capixaba, deixando sequelas na sociedade, entender esse mister faz parte dessa pesquisa. Para tanto buscamos dados de forma empírica, tais como efetivo empregado, sua logística, meios utilizados durante a operação, material bélico empregado, estratégia, resultados obtidos, dentre outros, nesse teatro operacional, com o objetivo de identificarmos a eficiência e a justificativa do emprego do Exército Brasileiro para restabelecer a Ordem Pública em terras capixabas. A crise na Segurança Pública foi ocasionada devido ao movimento paredista da Policia Militar do Espírito Santo, juntamente com o apoio dos familiares dos policiais militares do estado, esse fato gerou um colapso nos campos da segurança e econômico de forma letal, pois atingiu diretamente no direito de ir e vir da população capixaba, bem como, ocasionou instabilidade financeira diretamente ao comércio. É sabido que esse movimento tinha como objetivo reivindicar direitos e reconhecimento do executivo perante essa classe de profissionais. Entretanto os resultados não foram nada satisfatórios, o que gerou uma grave crise no campo da Segurança Pública, afetando a Incolumidade e a preservação da ordem pública da Sociedade Civil Organizada. Nesse contexto coube ao governo do Estado solicitar ao
governo federal o apoio das Forças Armadas, que veio com a principal finalidade de
restabelecer a Ordem Pública através de medidas de Garantia da Lei e da Ordem (GLO),
que foi estancar a onda de saques no comércio, coibir os número s de homicídios, fazer com que os transportes voltassem a circular, e o comércio retomasse sua rotina, bem como
proporcionar o retorno das aulas e o retorno das pessoas ao trabalho.
